
Projeção feita pelo médico e economista Marcos Bosi Ferraz, do Centro Paulista de Economia da Saúde (CPES) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estima que nos próximos 20 anos, a qualidade do serviço público na Saúde será ainda pior do que hoje, mantidas as atuais taxas de crescimento econômico e a excessiva concentração de renda do país.
De acordo com a pesquisa, o Brasil terá de aumentar de 8% para 12% os gastos do Produto Interno Bruto (PIB) com a área de Saúde apenas para manter o funcionamento mínimo do setor.
De acordo com Ferraz, entre as medidas necessárias para amenizar o quadro relacionam-se o controle da inflação, o crescimento do PIB de pelo menos 5% ao ano, o crescimento da renda média de 0,5% anuais e a qualidade dos gastos no setor de Saúde. “Quanto menos estruturado for o sistema, e com maior nível de incentivos perversos, maior deve ser o desperdício”, destaca o pesquisador.