
O descontrole de gastos do Ministério da Saúde foi constatado pela CGU (falta de fiscalização de despesas): falta de um registro nacional de preços — o que permitiria aquisições mais baratas — compras indevidas no valor de R$ 231,8 milhões, a inexistência de prestação de contas do Programa Farmácia Básica e o não-acompanhamento de convênios. A partir das recomendações do controlador-geral Jorge Hage — responsável por monitorar todo o dinheiro que sai dos cofres federais — o Ministério da Saúde  tomou as suas providências: baixou em outubro de 2006 a portaria 2.577, quatro meses após a conclusão do relatório 175659, da CGU. A regra reduzirá, a partir do dia 30, a lista e as doses de remédios excepcionais para doenças como hepatites B e C, esclerose múltipla e Alzheimer.
A CGU descobriu também o desaparecimento da base de dados do Sistema Farmacêutico de Atenção Básica. O relatório da controladoria foi levado pelo ministério à Procuradoria da República para justificar a portaria 2.577 como forma de controlar suas contas.
O levantamento da CGU acaba de completar um ano e foi enviado ao Tribunal de Contas da União.
Fonte: Extra Globo